Toda a gente tem medos... Somos todos humanos.... Logo todos os humanos têm medos.... Isto é filosofia!!!

23
Dez 08

 

Muitas vezes ri-me de mim própria, senti-me apaixonar, “estúpida” chamava-me, eu?! Apaixonada?! Devia ser uma brincadeira... eu nunca me tinha apaixonado antes, nunca tinha acontecido, nunca tinha deixado... sem pré tivera medo de me magoar, mas o Ricardo deu-me segurança... Senti que com ele ia ser diferente... Doce ilusão!!!

 

 

Decidi enterrar o meu sentimento.
Sempre fui muito boa a enterrar o que sentia, talvez porque nada fora suficientemente profundo para voltar ao de cima... Mas eu tinha esperança que isto não passa-se de uma loucura minha...
 
Comecei a detestar ironias... Já não bastou a ironia do que aconteceu quando conheci a Mónica, descobri que o Ricardo fora da minha escola durante 5 anos consecutivos... e eu nunca o tinha visto... conhecia a turma toda dele... Todos mesmo... menos dele... Esta estranha coincidência, deixou-me a pensar no destino... Existiria mesmo o destino?!
 
Estava com vergonha... Estava com medo... Não sabia o que fazer... Tive medo que ele tivesse interpretado mal a brincadeira... Pensei que involuntariamente pudia ter estragado tudo.
 
Tinha medo... Muito medo...
 
Nunca fui medrosa, mas o que eu sentia por ele era forte, muito forte, mais forte do que eu alguma vez pode-se pensar que fosse, e ai eu tinha medo de o perder, só de pensar em o perder eu ficava assustada, assustada com o que eu sentia, assustada comigo mesma.
 
Fui para o meu quarto, agarrei-me aos livros e comecei a estudar, não queria voltar a pensar naquele assunto, até ao dia seguinte.
 
E lá estávamos nós, parados no meio da estrada deserta a observar o céu estrelado, para mim, foi como que se o tempo tivesse parado, naquele instante, eu estava muito feliz, nunca tinha estado assim antes, ali no meio da estrada, foi como que se eu pudesse dizer que nunca me ia esquecer dessa noite, desse momento, foi aquele momento que eu posso sempre dizer “ Aconteça o que acontecer, nunca perderei este momento”. E é verdade, parece que ainda sinto o frio de Fevereiro nos meus cabelos e no meu nariz, ainda me sinto no meio daquela estrada para a olhar para o céu...
 
Tive muito medo...
Tive medo que lhes pudesse ter acontecido alguma coisa, a noite estava a correr tão bem, que tive medo, que uma coisa má avassalasse esse sonho... Tentei ter fé que tudo estava bem.
 
Não podia supor que o que eu fiz poderia ser tão errado.
Nunca acreditei que um puro sentimento de ajuda me pudesse ter levado por um caminho diferente.
Nunca pensei que um dia me viesse a perguntar estas coisas...
 
Estava tudo perdido...
O meu sonho acabara ali.
Mas o meu pesadelo ia agora começar...

 

 

Estava tudo perdido...
O meu sonho acabara ali.
Mas o meu pesadelo ia agora começar...

Como já foi dito anteriormente as coisas com a minha amiga Mariana começaram a não correr lá muito bem, comecei a descobrir coisas que deixavam um bocado a satisfazer, e ai as coisas começaram a piorar, então quando eles começaram a namorar, foi o pior...

 

Só Deus sabe como é que eu me sentia, só Deus sabe o que me fazia falta, só Deus sabe o que eu sentia quando os via juntos, a vontade que eu tinha de fugir e de esquecer todos os meus problemas, as vezes tinha a sensação que isso só não acontecia por motivos de força maiores... Às vezes queria voltar à inocência, à vida simples e clara onde o meu futuro é planeado por mim, onde a adrenalina que eu tenho é criada única e exclusivamente pela minha imaginação, mas agora tudo o que me acontecia era verdade, era duramente verdade.
 
O que é que eu perdia por sonhar?!
Nada, a minha vida era tão assombrada que um sonho, que nem por cinco minutos que durasse ia ser bom para mim ia ser bom para eu sonhar.
 
Não tinha motivos para pensar o que pensei, não tinha como achar que aquilo que eu sentira era verdade... Mas eu senti que aquela coincidência, tinha sido obra do destino, e deixou-me a pensar...
 
Como podia supor que ia chorar tanto?!
Rezei aos Deuses na esperança de aliviar a tristeza.
Em vão...
 Aquelas lágrimas que caíam do meu rosto era incontroláveis. Por vezes acalmavam mas depois começavam outra vez.
Escrevi no meu diário o que sentia mas nunca consegui explicar direito, aquilo que sentia. Era tanta dor, tanta tristeza, tanta angústia e tantas lágrimas que só eu sei o quanto mal me sentia. Cada lágrima doía-me mais que a anterior. Cada “porquê” que eu perguntava era um bocado de mim que morria.
Cada vez, a cada momento que passava eu sentia-me mais triste.
O que se tinha passado?!
Não tinha motivos para achar isso.
Mas achei.
 
 

 

publicado por VilandraTeresa às 09:28
música: Dancing In The Darck (Bruce Springesteen)

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