Toda a gente tem medos... Somos todos humanos.... Logo todos os humanos têm medos.... Isto é filosofia!!!

23
Dez 08

 

Tornei-me bastante céptica, a vida moldou-me nessa medida, mas numa noite particular, evoquei um nome que já não evocava à muitos meses, evoquei Deus, perguntei-lhe porque é que aquilo tudo me tinha acontecido, perguntei-lhe onde estavam os meus amigos, que eu pensei que eram capazes de dar a vida por mim? Perguntei-lhe onde estava o bem que o senhor dizia dar aos justos? E vezes e vezes sem conta, perguntei PORQUÊ EU?! Não obtive resposta, mais uma vez, Deus deixou-me mais uma vez ás escuras...

 

 

Sei a diferença entre o bem e o mal, cresci com esses princípios, mas ultimamente questionei-me muito sobre eles, afinal o que é o bem?! Ou o que é o mal?! Será o bem uma atitude ou um sentimento que nos leva à plenitude de espírito. Ou o que serão os actos correctos que uma pessoa pode ter? E o mal?! Será a capacidade de uma pessoa em magoar outra?! Ou apenas um sentimento capaz de irradiar a desgraça à sua volta.
Serei o bem ou o mal?!
Mas segundo os meus princípios, sempre correcta, lutei com as armas mais limpas que uma pessoa pode ter. Mas o que é que eu ganhei por fazer o bem?! Paz?! Não, não alcancei a paz, nem a felicidade, pelo contrario, encontrei o medo e as sombras, encontrei uma mancha na minha vida...
Depois dou por mim a questionar se o mal é melhor que o bem, afinal quem praticou o mal saiu da história mais feliz que eu...
 
O meu corpo perdeu a adrenalina que o alimentou nos últimos sete meses, perdi as forças, senti-me adoentar, pela primeira vez em anos, quis cair ali e esperar que alguém me estendesse a mão.
 
Para fugir de tudo que me assombrava o presente, comecei a procurar as saídas mais fáceis e simples que uma triste pessoa pode encontrar...
 
Na minha sombra quer espiritual quer física, esmoreci, sentei-me na pedra fria, olhei para o céu cheio de nuvens, nem a lua se via, não valia a pena procurar a Tu, Aquela e a Outra. Do meu bolso das calças de ganga tirei um cigarro, com o meu próprio isqueiro acendi-o, e deixei que aquele fumo que me bloqueava os pulmões, por momentos senti-me a descarregar a pressão naquele pequeno cilindro.
 
Comecei a fumar... não muito, um cigarro de vez em quando para aliviar a pressão. Era a maneira que eu encontrei para me mate rizar por gostar de uma pessoa que não merecia o meu amor.
 

Às vezes na minha dor, dava por mim a perguntar o que teria se eu tivesse escolhido mudar de caminho?! Estaria deitada na minha cama a sofrer, ou estaria lá fora ao frio de Inverno?! Se eu tivesse escolhido afastar-me do Ricardo, estaria tão longe dele, ou ainda seríamos amigos?! Se eu nunca tivesse aceitado a Mariana no meu leque de amigos, estaria aqui a lamentar o meu passado, ou olharia para trás e sorriria?!

Se eu tivesse mudado de caminho, por uma vez que fosse, poderia estar feliz agora!!!
Mas a verdade é que eu nunca vou saber o que tinha acontecido se eu tivesse tomado outras opções.
 
Eu tinha razão... Uma pequena atitude minha podia alterar por completo o rumo do meu futuro. A minha vida rodava sempre como um tabuleiro num jogo de xadrez... Às vezes desejava as sombras, desejava mais um cigarro para estragar mais um pouco a minha saúde... Desejei afundar-me.
 
Estava a crescer muito depressa.
Depois de ter perdido a ingenuidade sobre o mundo queria era gozar a vida! Fumei, bebi, convivi com drogas, saio à noite...
Gosto da vida que levo hoje...
Amanha verei o que vou fazer.
 
Às vezes só desejava um momento....
Às vezes desejava uma lâmpada mágica...
Às vezes gostava de me afogar...
Mas simplesmente o que eu queria, era esquecer o meu passado...
Gostava de começar de novo, o pior é que quando eu começo de novo, uma resta do passado, volta sempre para me assombrar.
 
 

 

publicado por VilandraTeresa às 09:50
música: Curtain Falls (blue)

 

Alguma vez sentiram que o vosso lugar não era onde vocês pensavam que era?!
Alguma vez olharam em volta e perceberam que o sitio que tinham escolhido para passar os próximos anos da vida, não era aquele?!
Simplesmente um dia percebi isso...

 

 

Os projectos estavam feitos...
As decisões estavam tomadas...
E tudo corria bem, o destino estava a ser generoso, os pais da Mónica consentiram na mudança de escola, então lá fomos nós entregar o boletim de inscrição, só tínhamos que esperar para saber se éramos ou não aceites na escola, e faltava tanto para isso...
 
As cartas estavam lançadas... a minha vida ia mudar... só faltava saber se o meus papeis iam ser aceites ou não, e aquela incerteza era arrebatadora, eu queria mesmo muito ir para a escola de Gondomar.... Só quem conviveu comigo nos últimos meses antes de saber a resposta é que soube o nervosismo pelo qual passei.
 
 

 

publicado por VilandraTeresa às 09:48
música: Spiritual Love (Hurban Species)

 

Pode ter sido o pior ano de sempre, mas a verdade é que aprendi tantas coisas, que me vão servir de lição para os próximos anos, apesar de tudo conheci pessoas especiais que me marcaram... Lutei numa causa tão nobre que nunca vou esquecer o suor nela derramado. Aprendi a valorizar os meus valores e a respeitar outros valores que desconhecia. No último dia de aulas, sai da sala de aula olhei em volta, eu não sabia o que o futuro me esperava mas parte de mim já sentia que ele não ia passar pela aquela pequena e pouco povoada escola. Estava praticamente deserta... Como todos os dias... Aquele mundo era pequeno demais para mim... Mas fora o mundo que escolhera... Ia ser o mundo que eu ia ter três meses após as férias.
 
Aquele era o ultimo dia de aulas, todas as expectativas que eu tinha criado para aquele dia não passaram de um sonho de criança.
Mas que criança?!
Nenhum daqueles que viveram comigo aquele ultimo ano era criança, ou se era, teve que crescer para enfrentar aquele mundo. E isso, era o mais difícil... todos deixamos o normal para passarmos para o desconhecido...
 
Com medo do fim, eu comecei a temer os últimos acontecimentos. Uma vez fechei os olhos e vi-me a correr pelas pedras da escola, alguém tinha morrido...
Isso fez-me pensar que terrivelmente todos nós, só íamos aprender realmente o significado da vida, quando alguma coisa realmente má acontecesse.
 
 
publicado por VilandraTeresa às 09:46
música: Beautiful (Christina Aguilera)

 

No percurso de um ano, conheci muitas pessoas diferentes, umas directa, outras indirectamente. O importante foi que essas pessoas marcaram a minha vida. Umas por me mostrarem a maldade do mundo. Outras por terem fé naquilo que amam. Outras pela capacidade de ajudar o outro. Outras pela revelação de carácter bom que tinham escondido. Outras pela arrogância, outros pelos momentos de loucura, ainda uns que nos mostram a verdadeira vontade do coração, e outros que abandonam o barco assim que este embate no iceberg. Essas pessoas mostraram-me que cada um é quem é. Mostraram-me que a beleza angelical de uma rapariga, pode esconder a própria presença de Satanás. Mas o rosto mais explosivo pode esconder a pessoa mais compreensível que vocês podem imaginar não existir.

 

 

(...)

 

 

Outras vezes aquele conforto que vem de longe pode ser tão útil para nós que nos ajuda a dizer o que realmente se passa na nossa vida.
Como aqueles pequenos amigos que fiz mesmo sem os conhecer efusivamente perto, conheço-os de maneira a confiar neles.
Depois aquelas pessoas que estão tão perto, e que mesmo assim não podemos confiar...
Como uma raposa matreira à espera de uma vitima indefesa.
E ainda aquelas pessoas que se arrependem e mudam de caminho, na esperança de compreender o seu verdadeiro destino na terra.
Outros serão sempre recordações...
Memórias de bons momentos...
O rapaz da sala de convívio que me queria ensinar a copiar...
O amigo do meu vizinho que era tão elegante que me tirava a cabeça do lugar...
O amor platónico da Mónica que de tão arrogante e convencido me fez rir tantas vezes...
O rapaz do bar que de tão atractivo me fez ter medo de o conhecer melhor...
As amigas das minhas inimigas que me tentavam intimidar...
A minha primeira inimiga a quem nunca ganhei rancor e sempre respeitei...
A minha turma que se revelou uma surpresa...
E um outro elevado numero de pessoas que se cruzaram comigo durante 9 meses.
 
Para uns a vida continua...
Para outros ainda se espera uma oportunidade...
Outros nunca vão mudar...
E outros ficaram sempre no nosso coração.

 

publicado por VilandraTeresa às 09:45
música: A Luz que Acende um Olhar (Deborah Blando)

 

Uma vez disseram-me:
Espero que a tua vida seja como a matemática, amigos somados, inimigos subtraídos, amores multiplicados e problemas divididos.
Irónico não é?! Amigos, em vez de somar, descontaram. Inimigos em vez de subtrair, multiplicaram. Amores só tive um e arrependi-me e bem. Problemas eram tantos que se eu os dividisse ficava com problemas ainda piores.
Mas no meio de tantas desgraças uma coisa corria-me relativamente bem. A escola.
publicado por VilandraTeresa às 09:44
música: Hunter (dido)

 

Sempre estive rodeada de pessoas...
Aquele a quem confiava mais depressa aqueles pormenores da minha vida, eu considerava de amigo.
Aqueles com quem eu passava muito tempo eu considerava de amigos.
Aquele que me confiavam segredos, eu considerava amigos.
Aqueles que eu considerava amigos, sempre acreditei que fariam tudo por mim...
Desde que acabei o nono ano pensei que tinha sete grandes e verdadeiros amigos.
No décimo ano conheci a Mónica, passamos tanto tempo juntas que se criou desde logo uma grande intimidade entre nós, então eu sabia que a podia considerar de amiga.
Conheci o Ricardo, instantaneamente soube que ele era um amigo.
Conheci a Mariana e iludi-me que tinha uma amiga.

 

 

Os outros amigos passaram a passado. Enterrei o passado bem fundo. Do meu passado apenas recolhi a amizade da Mónica e desejei a do Ricardo.
Mas ninguém pode ter tudo aquilo que sempre ambiciona se não o homem, passa de uma fraca maquina de fazer sentimentos para uma máquina puramente egoísta que sufoca os sentimentos de outros em favor dos seus.

 

publicado por VilandraTeresa às 09:42
música: With you (Linkin Park)

 

A minha mãe sempre esteve comigo, sempre falou comigo sobre tudo, sempre me preparou para a vida mas nunca me pode aliviar o sofrimento da primavera de 2005, apesar de tudo ela sempre me tentava animar, com carinho, com uma ida ás compras com beijos e abraços, bastava eu chegar a casa para ela saber se eu estava bem ou mal... Ninguém no mundo me conhece tão bem como ela...
 
Ela sempre estava comigo, principalmente quando eu tinha aquelas crises de choro imparáveis, ela dizia que lhe custava ver a sua menina assim, ela dizia que não criou uma filha com tanto amor e carinho para que ela depois por causa de um rapaz sofresse tanto.
 
Uma vez, numa das minhas crises, a minha mãe entrou em pânico, já não aguentava mais ver-me a ter mais uma crise de choro. Vi isso nos olhos tristes dela. Aquelas crises de choro e de sofrimento estavam a dar-me com muita frequência, e a minha mãe já não sabia o que fazer para me ajudar. Ela queria mas começava a ser impotente para os acontecimentos...
 
O meu pai nunca soube muito directamente o que se passava comigo, sabia o necessário para me apoiar, ele confiava em mim e orgulhava-se de mim, eu tenho orgulho de ter conquistado o orgulho e confiança dos meus pais... Nunca lhes disse isso pessoalmente, mas orgulho-me.
Sei que se precisar deles, de qualquer um deles, eles apoiam-me, sei que eles estão aqui para me ajudar nestas batalhas difíceis que uma adolescente tem que travar. E por isso só lhes posso agradecer. As vezes quero chegar-me junto deles e abraça-los, mas contenho-me, sou muito recatada em relação aos afectos e no que respeita a demonstra-los, mas um dia vou abraça-los e dizer-lhes o quanto os amo.
publicado por VilandraTeresa às 09:41
música: When Your Gone (Bryan Adams Feat Mel C)

 

Muitas vezes ri-me de mim própria, senti-me apaixonar, “estúpida” chamava-me, eu?! Apaixonada?! Devia ser uma brincadeira... eu nunca me tinha apaixonado antes, nunca tinha acontecido, nunca tinha deixado... sem pré tivera medo de me magoar, mas o Ricardo deu-me segurança... Senti que com ele ia ser diferente... Doce ilusão!!!

 

 

Decidi enterrar o meu sentimento.
Sempre fui muito boa a enterrar o que sentia, talvez porque nada fora suficientemente profundo para voltar ao de cima... Mas eu tinha esperança que isto não passa-se de uma loucura minha...
 
Comecei a detestar ironias... Já não bastou a ironia do que aconteceu quando conheci a Mónica, descobri que o Ricardo fora da minha escola durante 5 anos consecutivos... e eu nunca o tinha visto... conhecia a turma toda dele... Todos mesmo... menos dele... Esta estranha coincidência, deixou-me a pensar no destino... Existiria mesmo o destino?!
 
Estava com vergonha... Estava com medo... Não sabia o que fazer... Tive medo que ele tivesse interpretado mal a brincadeira... Pensei que involuntariamente pudia ter estragado tudo.
 
Tinha medo... Muito medo...
 
Nunca fui medrosa, mas o que eu sentia por ele era forte, muito forte, mais forte do que eu alguma vez pode-se pensar que fosse, e ai eu tinha medo de o perder, só de pensar em o perder eu ficava assustada, assustada com o que eu sentia, assustada comigo mesma.
 
Fui para o meu quarto, agarrei-me aos livros e comecei a estudar, não queria voltar a pensar naquele assunto, até ao dia seguinte.
 
E lá estávamos nós, parados no meio da estrada deserta a observar o céu estrelado, para mim, foi como que se o tempo tivesse parado, naquele instante, eu estava muito feliz, nunca tinha estado assim antes, ali no meio da estrada, foi como que se eu pudesse dizer que nunca me ia esquecer dessa noite, desse momento, foi aquele momento que eu posso sempre dizer “ Aconteça o que acontecer, nunca perderei este momento”. E é verdade, parece que ainda sinto o frio de Fevereiro nos meus cabelos e no meu nariz, ainda me sinto no meio daquela estrada para a olhar para o céu...
 
Tive muito medo...
Tive medo que lhes pudesse ter acontecido alguma coisa, a noite estava a correr tão bem, que tive medo, que uma coisa má avassalasse esse sonho... Tentei ter fé que tudo estava bem.
 
Não podia supor que o que eu fiz poderia ser tão errado.
Nunca acreditei que um puro sentimento de ajuda me pudesse ter levado por um caminho diferente.
Nunca pensei que um dia me viesse a perguntar estas coisas...
 
Estava tudo perdido...
O meu sonho acabara ali.
Mas o meu pesadelo ia agora começar...

 

 

Estava tudo perdido...
O meu sonho acabara ali.
Mas o meu pesadelo ia agora começar...

Como já foi dito anteriormente as coisas com a minha amiga Mariana começaram a não correr lá muito bem, comecei a descobrir coisas que deixavam um bocado a satisfazer, e ai as coisas começaram a piorar, então quando eles começaram a namorar, foi o pior...

 

Só Deus sabe como é que eu me sentia, só Deus sabe o que me fazia falta, só Deus sabe o que eu sentia quando os via juntos, a vontade que eu tinha de fugir e de esquecer todos os meus problemas, as vezes tinha a sensação que isso só não acontecia por motivos de força maiores... Às vezes queria voltar à inocência, à vida simples e clara onde o meu futuro é planeado por mim, onde a adrenalina que eu tenho é criada única e exclusivamente pela minha imaginação, mas agora tudo o que me acontecia era verdade, era duramente verdade.
 
O que é que eu perdia por sonhar?!
Nada, a minha vida era tão assombrada que um sonho, que nem por cinco minutos que durasse ia ser bom para mim ia ser bom para eu sonhar.
 
Não tinha motivos para pensar o que pensei, não tinha como achar que aquilo que eu sentira era verdade... Mas eu senti que aquela coincidência, tinha sido obra do destino, e deixou-me a pensar...
 
Como podia supor que ia chorar tanto?!
Rezei aos Deuses na esperança de aliviar a tristeza.
Em vão...
 Aquelas lágrimas que caíam do meu rosto era incontroláveis. Por vezes acalmavam mas depois começavam outra vez.
Escrevi no meu diário o que sentia mas nunca consegui explicar direito, aquilo que sentia. Era tanta dor, tanta tristeza, tanta angústia e tantas lágrimas que só eu sei o quanto mal me sentia. Cada lágrima doía-me mais que a anterior. Cada “porquê” que eu perguntava era um bocado de mim que morria.
Cada vez, a cada momento que passava eu sentia-me mais triste.
O que se tinha passado?!
Não tinha motivos para achar isso.
Mas achei.
 
 

 

publicado por VilandraTeresa às 09:28
música: Dancing In The Darck (Bruce Springesteen)

 

Querido Ricardo
 
Há uma coisa que há muito te quero dizer
Mas a verdade é que tive medo de sofrer
Mas algo quero exprimir
Algo que me proibi de sentir
 
Mas foi a ver que te ia perder
Que parei para isto começar a escrever
Muita coisa entre nós aconteceu
Os melhores momentos que o meu coração viveu
 
De um beijo de «olá»
Que no meu rosto ainda está
Uma conversa divertida
Deixei de estar de partida
 
De uma brincadeira com uma régua
Não me quero afastar nem uma légua
De mensagens tuas recebidas pelo meu telemóvel
Algo que guardei num bloco imóvel
 
Depois de uma zanga parcial
Ser convencido foi um mal
Apesar de tudo nunca desistis-te de mim
A «nós» nunca quiseste por um fim!
 
Depois apareceu alguém
Mesmo na altura em que eu decidi deixar de estar além
Houve um momento que o destino me ofereceu
Na altura que o meu coração se perdeu
 
Defendeste-me como se eu fosse um bebé
Foste por tempos a minha fé
Ouvimos a mesma música no rádio
E tudo apenas pela coincidência de horário
 
Depois de 90minutos numa companhia especial
Recebi uma mensagem que foi um mal
Acordei para a dura realidade
Lutei para ser a tua verdade
 
Tempos maus passaram
Mas as ruínas mudaram
Entrei na tua vida, para estar contigo
Mas o mais que consegui foi apenas um amigo
 
O tempo passou e vivi só para ti
Acho que sabes o que eu senti
Começamos a ficar inseparáveis
Momentos muito agradáveis
 
Conversas nos corredores
Nunca falamos de amores
Mas nunca me vou esquecer das nossas brincadeiras
Da lenha que queimou nas fogueiras
 
Olhares calmos e apaixonantes
Pensei que eram momentos gratificantes
Foi o mês da minha vida
Que nunca vai ser uma ferida
 
E de repente o destino dá-nos uma noite
Algo inesperado e irreal
Mostraste-me uma constelação que te era especial
 
Tentas-te ser especial, mas de ti fugi
Mas a verdade é que as tuas doces palavras temi
Contaste-me alguns segredos
E eu os meus medos
 
Um café algo de que nunca me quero esquecer
Uma noite que quero reviver
Um passeio com o frio as estrelas o luar
Mas tentas-te tudo para me respeitar
 
E na despedida dessa noite
Uma cumplicidade notória
È só mais um momento para a minha história
 
Ao chegar em casa não cabia em mim de felicidade
Tudo aquilo que me acontecera fora verdade
Mal eu sabia o que contigo estava a acontecer
Não sabia o que iria sofrer
 
A verdade é que depois de tudo chorei
Maus momentos que passei
Por mãos de alguém a quem chamava «Amiga»
 
Um dia numa sala de cinema
Não percebi o sentido da tua voz amena
Não percebi que só me querias a mim
Acreditei naquela que nos pôs o fim
 
Decidi contigo conversar
Mesmo a pensar que me ia magoar
Apesar de não te dizer o que eu queria
Eu sofria…
 
Tu estavas mais nervoso do que eu
Pensei que te ia tirar algo que era teu
A nenhuma conclusão chegamos
Nem mesmo se nos magoamos
 
O silêncio apoderou-se de nós
Ficaste mudo, sem voz
Alguma coisa se passou
Mas alguém descobriu que eu sou
 
Nunca desconfiei da verdade
Daquela que nos fazia a maldade
Por momentos desconfiei de ti
Das mentiras em si
 
A verdade é que me afastei
E espaço para ela dei
Cai nas mentiras óbvias
Mas não apaguei as minhas memórias
 
E ela conseguiu o que eu queria para mim
Mas não foi bem assim
Tudo o que é dito por ela foi mentira
 
Sei que me amas, e de mim não te queres afastar
Mas tens de me ajudar para esta história mudar
Uma fonte segura garantiu-me que me amas
Porque é que me queimas com estas chamas?
 
Não fujas do tempo nem dos teus desejos
Não tenhas medo dos meus beijos
Garanto-te que depois somos dois
Para ganharmos ás mentiras depois
 
Numa palavra só tenho par te escrever
E nada te vou esconder
É uma palavra simples de dizer
Amo-te
 
publicado por VilandraTeresa às 09:27
música: Perfect Memory (Remy Zero)

 

Imaginem-se a ter um melhor amigo, numa altura em que estavam longe daqueles que acreditávamos ser os melhores amigos do mundo...
Imaginem-se a cometer a inesperada das fatalidades de se apaixonarem por ele...
Imaginem-se a ter como amiga uma completa desconhecida igualmente problemática....
Estão a imaginar um mundo muito calmo... e até aqui tudo ia muito bem... depois as coisas pioraram...
 
Imaginem-se a lutar contra o sentimento de amor que crescia dentro de vocês...
Imaginem-se a ter medo de perder a coisa mais bonita que tiveram na vida... a amizade da pessoa que amamos....
Imaginem-se a viver o amor pela primeira vez e a ter que lutar com ele...
Foi uma luta difícil... não conhecia o meu inimigo, as coisas que sentia quando estava com ele eram novidade para mim... não sabia como reagir nem como negar o que crescia dentro de mim...

 

 

Imaginem-se a descobrir que uma das vossas melhores amigas gosta da pessoa que amam...
Imaginem-se a ajuda-la pois sabem que a pessoa que amam não gosta de vocês, e que a vossa amiga tem uma chance...
Imaginem-se depois, sozinho num quarto, a ouvir “The Reason” e a chorar... sabendo que só agora é que iam começar os problemas...
Imaginem-se confusos, a desfolhar velhos apontamentos e desconfiarem da pessoa em quem confiavam a vossa vida...
Imaginem-se a descobrir que estavam errados...
Imaginem-se a começar a descobrir as “outras” verdades!!!
 
Imaginem-se a perder o controlo sobre vocês mesmos...
Imaginem-se a perder assim a pessoa que amam, de um dia para o outro têm a vossa vida completamente vazia...
Imaginem-se sem terra para andar...
 
Imaginem o que é verem a pessoa que amam a ir para a casa da terceira pessoa...
 
Imaginem-se a ver a vida a passar-vos ao lado...
Imaginem-se a saber que mais dia, menos dia podem morrer...
 
Imaginem o que ver a pessoa que amam a beijar outra...
 
Imaginem-se a perder a vossa privacidade...
Imaginem-se a ver a vossa privacidade espalhada por todos os lados...
Imaginem-se a ver os vossos comentários privados, mal interpretados...
 
Imaginem-se a ver uma pessoa tornar-se naquilo que vocês eram...
 
 

 

publicado por VilandraTeresa às 09:19
música: The Reason (Hoobastank)

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